terça-feira, julho 08, 2008

SANTA CRUZ O REAFIRMAR DE UM CONCELHO NO PANORAMA NACIONAL

O concelho de Santa Cruz, situado, na região Santiago Norte, da ilha de Santiago vem reafirmando, cada vez mais, no panorama nacional em vários domínios. Essa reafirmação deve-se sem sombras de dúvidas, ao bom desempenho das diferentes equipas camarária desde 1992, com a criação das autarquias locais, mas deve-se, sobretudo, ao desempenho de todos os seus filhos.
Quero reportar ao passado para recordar os tempos em que o conselho foi o maior celeiro da ilha, com ênfase no domínio de agricultura de regadio. Entretanto, as condições ambientais foram-se degradando e esse estatuto foi-se desvanecendo. Hoje, com a maior consciencialização desses problemas e com a construção de represas de água, de que barragem de Poilon é um exemplo, pode catapultar o Município para níveis idênticos ou superiores aquele que já ocupou no domínio da agricultura. No domínio do desporto santa cruz, nunca teve, no passado, resultados dignos de registo, não que não tivesse potencialidades, mas sim, porque o sistema instituído era-lhe desfavorável à semelhança das suas congéneres do interior de Santiago. No entanto, com a criação da Região Desportiva Santiago Norte, Santa Cruz vem afirmando no panorama regional e nacional nos domínios de futebol e boxe, particularmente. Nesta última modalidade, esta região desportiva, conquistou o título nacional, embora aqui o mérito seja individual. Consta-se que grande parte dos atletas são oriundos de Santa Cruz. No futebol o destaque vai para “Scorpions Vermelho de Santa Cruz” que pelo segundo ano consecutivo participa, com brilho, no campeonato nacional de futebol. A Nível da cultura, Santa Cruz, é um marco a nível nacional, por tudo aquilo que simboliza o Katchás e o seu grupo musical Bulimundo que revolucionou o Funaná, outrora, música dos camponeses. Hoje a nível do concelho despontam grandes valores no domínio da cultura, sendo de destacar a artesã, “Da Graça”e a artista plástica “Nela Barbosa”, entre outros.

No entanto, nem tudo é rosas. Falta muita por fazer, particularmente no domínio social. Dados do último QUIBB (2008) apontam para níveis de desemprego na ordem dos 30% neste concelho ou seja, acima da média nacional (21%). De facto, é preciso fomentar o empreendedorismo e investir mais na juventude, porque só assim é que se aclama mais emprego e mais “Katcháses” no concelho. Só assim, a história de “Nhu Matcho”(in expresso das ilhas), um exímio tocador e construtor de viola, violino e cavaquinho que não encontra alguém para ensinar os seus ofícios teria repercussões práticas.

A Vila de Pedra Badejo, capital do concelho, conforme se diz, está a ser planeada para ser cidade em 2010, algo que não é de todo impossível. Contudo, é preciso relembrar que a urbanidade começa nas pessoas. É fundamentalmente nelas que se tem que investir. As infra-estruturas, devem acompanhar a dinâmica social e não o contrário. Podem-se fazer infra-estruturas que elas de nada servem se a mão-obra activa não for capaz.

Cordialmente

A. Brito

terça-feira, julho 01, 2008

O NOSSO SILÊNCIO É NO MINIMO CONFRANGEDOR PARA NÃO DIZER OUTRA COISA …

Nestes últimos tempos o concelho de uma forma geral, vem conhecendo de forma gradual um maior número de pessoas com nível de aculturação bastante significativo. No entanto, esta mais-valia pouco ou nada, tem se repercutido em acções práticas e concretas realizadas no concelho, isto é, continua ainda a prevalecer um vazio enorme em termos de aplicabilidade no que diz respeito a factualização dessa valência cultural que se cresceu muito nos últimos tempos. Esse incremento cultural, ainda é ausente em termos práticos, não se exibe, dito de outro modo, ele permanece escondido no seu mais estupefacto e revoltante silêncio apesar de o concelho estar numa situação desesperante e vulnerável desde a muito tempo para cá.

Transformamo-nos rapidamente em especialistas em matéria política de primeira no concelho, ou seja, grosso modo das pessoas cultas do concelho tornaram-se efectivamente hábeis em analisar a situação política, económica e social do concelho, apontando dificuldades nos mais variados quadrantes sociais do concelho. No entanto, a grande verdade é esta, nós que tornamo-nos pessoas cultas, com conhecimentos, observadores qualificados, sem que com isso o concelho tenha tirado partido ou vantagem alguma, andamos a refugiar-se cada vez mais no mais recôndito espaço que a terra nos possa proporcionar quando somos chamados a participar ou a colaborar em algo que tem alguma relevância para o concelho. Contradição mais óbvia que esta, dificilmente encontraria, fala-se com pessoas do concelho, rapidamente apercebe-se a nítida vontade em apontar um rol de criticas sobre coisas que na perspectiva destas pessoas não tão bem ou podiam estar de outra maneira, mas o que inquieta-se em relação a esta matéria em particular, é o facto de estas mesmas pessoas terem dificuldades em se apresentar com as mesmas ideias, sugestões quando o caso muda de figura, isto é, quando são chamadas para um circulo de debate onde aventa – se a hipótese de confronto de ideias, pensamentos etc. (…) Fala-se do medo no concelho, mas medo de que? Medo de lançarmos para fora as nossas crenças, ideias, opiniões, sugestões sobre aquilo que entendemos? Ora essa, era só o que faltava, é preciso vencer o medo se de facto é este o problema real das pessoas no concelho, falar nos cafés, nos encontros esporádicos e nas mais variadas situações monologas sem que com isso signifique vantagem alguma para o concelho, redunda apenas numa nulidade.

Meus senhores, falar só por falar, é oco, não tem substância, pelo menos para aquilo que pretendemos realmente, que é desenvolvimento do concelho sustentável e equilibrado. Estranha-se esta atitude, principalmente quando ela envolve contornos da situação revelada acima, se de facto queremos que o concelho saia da situação degradante em que está tal como muito de nós afirmamos, temos que fazer alguma coisa concreta cuja substancia para o concelho seja real e não andarmos por ai a ficar a espera de outros que façam alguma coisa e, nós constantemente a falarmos mal. Parece que se tornou um habito falar mal do concelho, mas a nítida sensação que paira no imaginário do bom senso é que pouco ou nada estamos a fazer para que essa situação mude de figura. Está claro que palavras sem acção no caso em concreto não passam de acto gratuito e manifestamente desonesto intelectualmente, precisamos de uma atitude diferente para melhor, isto é, passar das palavras a acção, palavras o vento leva-as, é necessário preterir essa ideologia barata e açambarcadora das nossas ideias, sugestões que só saem em monólogo espreitando a realidade ofuscando se na singularidade, precisamos de lançar ideias para fora em plenários, círculos onde elas podem sujeitar-se a “confrontação” e dai tirarmos ilações positivas para o nosso concelho.

É no mínimo preocupante essa atitude nossa, se não vejamos; fosse uma coisa de pouca relevância, porventura uma politiquice talvez muita gente se tinha enredado dê-la, eis porque essa é uma forma que quase se “institucionalizou” no concelho, quando se trata de apelar pessoas para coisas contraproducentes para o desenvolvimento do concelho nota se uma adesão impressionante, parece que teimamos cada vez mais nas nossas aberrações, especulamos muito para nada, somos visionários sem fim e sem resultados palpáveis eis porque temos dificuldades enormes em sair da toca, parece que andamos ainda coagidos pelos fantasmas que sobrevoam aquelas bandas.

As discussões frívolas que teimam em eternizar no concelho, até esta não produziram absolutamente nada que seja porventura significativo, eu diria que talvez o nosso problema seja de uma enorme complexidade, temos dificuldades em aceitar opiniões divergentes da nossa, mostramos relutância em aceitar o outro, somos relutantes em aprender com os nossos erros, o nosso sistema de educação enferma de muitos males, mais pior que isso é que recusamos terminantemente tirar lições da experiencia acabando assim por esvanecer as nossas próprias esperanças de um futuro melhor. Santa Cruz, merece melhor de todos os seus filhos, um filho que não serve os seus pais, a mim me parece que não é um bom filho, ora o mesmo se passa connosco em relação ao concelho, ou seja, servimos mal o nosso concelho, se calhar muitos males que por aí pululam livremente emanam das nossas demissões de responsabilidades! Notem, não tomem isto como uma crítica a Santa-cruzenses, mas uma constatação.

Santa-cruzense

José Emanuel Ramos




terça-feira, junho 24, 2008

A EDUCAÇÃO COMO ANTÍDOTO PARA OS NOSSOS PROBLEMAS (…) APOSTEMOS NELA!

Meus caros irmãos e amigos santacruzenses, antes de mais, devo dizer vos, que é na qualidade de um filho de Santa Cruz que sou, tal como qualquer um de vós, que aqui venho deixar estas palavrinhas sobre assuntos que, a qualquer um de nós, nos tem deixado por vezes, senão a maioria das vezes, preocupados, ousava até dizer aborrecidos, pelo menos, quando nos vemos confrontados com a realidade que está a nossa frente. Ora, trata-se, fundamentalmente dos mais variados flagelos sociais com que a nossa juventude local vem sido confrontada no seu dia – a – dia, problemas esses que, diga se de passagem, pelos seus caracteres, apresentam – se como uma brecha e obstáculo de grande envergadura, capaz de desnaturar e de cegar a nossa juventude conduzindo – a, ao descomprometimento das suas responsabilidades para com o desenvolvimento do concelho em geral.

Mais que problemas são esses? A título de exemplo, salientarei dois deles que na minha perspectiva tem tributado muito para o desnorte da nossa juventude em relação a aquilo que se espera que seja, ou porventura fosse a sua orientação mais adequada as circunstâncias do quotidiano. Reparem; O abandono precoce dos estudos ainda no concelho e, o aumento exponencial do consumo de álcool, drogas e estupefacientes que se deu nos últimos tempos. Ora bem, olhando ao pormenor estes problemas, fico com a impressão de que qualquer um deles constituem, temas ou, questões que por si só, são suficientes para tirar qualquer morto do sono a que se encontra; notem, é que eles não são qualquer tipo de problemas, são sim, problemas terríveis que quando não tratados com a coerência que se exige, tornam-se como que uma pedra no nosso sapato, passe a expressão, senão vejamos.

Estes problemas têem em si mesmo, o poder de arrastar outros tantos males sociais para consigo próprio e, desta forma potenciar um enredo ou uma fonte inesgotável de dificuldades para a vida das pessoas. Porém, aquilo que podemos fazer para travar o seu andamento, que já é significativo, diga - se de passagem, tem que merecer da nossa parte uma estratégia e, uma metodologia bem alicerçada em fundamentos reais e possíveis, capaz, assim de desobstruir os caminhos que conduzem a nossa realização maior que se espera ser o desenvolvimento sustentado e equilibrado a nível social. Ora, tal tarefa que não se apresenta como labor fácil, deve constituir - se, como um limite tangível para nossa sociedade em geral e em particular para a nossa juventude. Alcançar tal desiderato social, implica um esforço enorme de toda massa popular, mas um esforço redobrado da juventude porque é a ela que compete assumir as rédeas da desenvoltura de qualquer sociedade sobre quaisquer matérias que se julguem relevante para o efeito.

Nalgumas sociedades mais evoluídas que a nossa, socorre – se, facilmente de mecanismos que podem ajudar atenuar os efeitos de malefícios que tais problemas colocam a essas mesmas sociedades; entretanto, este não parece ser o nosso caso, nós pelo contrário, temos que nos aplicar muito se queremos sair desta encruzilhada a qual nos encontramos, trata-se de nos dedicarmos cada vez mais a pratica dos estudos, isto é, investir mais e mais na educação, adoptar comportamentos cívicos, atitudes, acções que validam o nosso carácter de pessoa humana e racional. Vejam, a educação neste momento, afigura-se como a nossa saída mais viável para atacarmos os ditos problemas, reparem que noutros sítios se podem dar ao luxo de criar organizações e programas tendentes a apoiar os jovens que estejam de uma forma ou, de outra afectados pelo consumo de drogas e, que queiram aliviar as sua dores e frustrações, contudo, nós, mesmo que queiramos adoptar tal medida não nos parece ser algo fácil de se conseguir, nem tão pouco realizável a curto espaço de tempo, eis porque as condições técnicas e económicas são as que conhecemos e, sobre isso nem vale a pena perder muito tempo, pelo que a nossa alternativa mais valida de momento passa necessariamente pela adopção de prática educativas.

A educação é hoje em dia, a solução para muitos e muitos males que as sociedades em geral tem produzido, as respostas para determinados flagelos sociais que esperamos e fartamos de esperar que a ciência nos ponha em mãos e, que infelizmente, por uma ou várias razões ainda não apareceram, ou tardam em surgir, obrigam nos a remeter as nossas preocupações para a educação como um meio susceptível de estancar as tais dificuldades com que nos cruzamos nas nossas vidas diárias. Sendo a educação um instrumento, “poder” digamos assim, que está nas nossas mãos ou, que pelo menos está ao nosso alcance, porquê que enjeitámos esta possibilidade real que nos aparece de por cobro a esses problemas que são autênticas dores de cabeça, dito por outras palavras, uma “chaga social” se quiserem. Não ignoremos estes problemas, a nossa juventude precisa de apostar claramente na cultura educativa, afastando – se destas pragas sociais que a empobrece, ofuscando os seus reais objectivos. Só, podemos conseguir tal meta se, a comunidade juvenil abster destas práticas de lazer que redundam num comodismo retrógrado, fazendo da educação uma prática corrente nas nossas acções, atitudes e desejos, relegando assim os vícios quiméricos para trás. Precisamos de assumir a educação como a chave das nossas portas que a cada um compete abrir na sua vida, rompendo desta forma de uma vez por todas com estes periclitantes e indesejáveis males que nos apoquentam. Precisamos de nos penitenciarmos perante as nossas consciências e levantarmos as mãos para cima, porque já não há tempo a perder camaradas, o que importa é cruzar os nossos desejos e canalizarmos as nossas energias, pensamentos, ideias, enfim, numa palavra se quiserem, as nossas ambições direccionado – a, para um fim no qual todos nós depositamos as nossas esperanças para um futuro melhor “Santa Cruz”.

JOSÉ EMANUEL RAMOS SANTA CRUZ NO CORAÇÃO

sábado, junho 21, 2008

EX-TRABALHADORES DA JUSTINO LOPES MANIFESTAM -SE NA PRAIA

Os Ex-trabalahadores da antiga Empresa Justino Lopes, deslocaram à Cidade da Praia na passada sexta feira, para uma manifestação pacifica em frente do edifício da Assembleia Nacional.

Os antigos funcionários levavam na bagagem um conjunto de reivindicações tais como pagamento das indemnizações, horas extraordinárias , abono de família e.t.c.

Os manifestantes pretendem com isso uma chamada de atenção ao Governo e pretendem dos Deputados um maior “finca pé” na resolução dos seus problemas.

Santacruzence

Mário Sanches

quarta-feira, junho 18, 2008

CÂMARA MUNICIPAL APOIA ARTISTAS DO CONCELHO

A Câmara Municipal de Santa Cruz patrocinou em exclusivo o lançamento de um CD e DVD intitulado “Jovens Talentos de Santa Cruz 2008”. Este trabalho que tem como protagonistas principais Loty, Nilson di Lila, Santos Nhu Preto e Victor Sanches, segundo os Responsáveis da Autarquia enquadra se no programa de apoio às actividades Artísticas e Culturais da Câmara Municipal de Santa Cruz e visa promover a cultura do Concelho e evitar que os jovens enveredam por outros caminhos.

Os Promotores desta iniciativa, que teve a sua inspiração no concurso “Todo Santa Cruz Canta”, naturalmente satisfeitos com o projecto, prometem não ficar por aqui e apelam a todos os jovens do Concelho a mostrar os seus dotes artísticos, participando no concurso, quem sabe amanhã serão eles a editar um disco!!

Numa altura que se inicia as festividades em honra ao Santo Padroeiro “Nhó Santiago Maior” é caso para dizer “MÚSICA PARA SANTA CRUZ”.

Santacruzence

Mário Sanches


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